Ela é diferente. Totalmente diferente. Em uma semana, uma única semana, eu - que me via tão singular - necessitava desesperadamente dela. Alegre e carismática. Falante. Contagiante. Não pensa duas vezes antes de dizer algo, o que fere às vezes, como concerta noutras. Intensa. Insana. Voraz... Sedutora. As palavras se dobram a seu bel-prazer, e nenhum gesto dela é fútil. Única. Forte, ao jeito dela. Não se esconde e bate de frente, sem hesitar. Mas delicada como uma flor, delicada e bela a ponto de me passar constantemente à impressão que devo protegê-la sempre. Seu sorriso é confiante e firme, transmite segurança e vivacidade, fazendo tudo ao seu redor cintilar. Inteligente, vivida, sabe das coisas. Evita se machucar, não depositando esperanças e nem confiança, mas por medo. Medo de se ferir. Ousada e intrigante. Provocante. Corre em seu sangue o dom de despertar em mim coisas que ela nem imagina que consiga. Esta é ela. Incompleta, mas perfeita [ ... ] E eu não poderia tê-la traduzido de modo menos completo e mais apaixonante. Ela é única, e em constante metamorfose. (born to be wild)